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18 jul Alianças miram tempo de rádio e TV

Para além da compatibilidade de ideologia partidária, as coligações para as eleições deste ano visam, principalmente, o tempo de rádio e televisão que os candidatos terão para apresentar suas propostas. Como os postulantes ao cargo majoritário terão um espaço de tempo de, no máximo, 10 minutos para apresentarem suas respectivas plataformas de governo, as alianças com siglas com força de representatividade na Câmara Federal foram o principal foco dos pré-candidatos a prefeito de Fortaleza.

Conforme prevê a Lei das Eleições, a divisão da propaganda distribui 90% do tempo proporcionalmente ao número de representantes que o partido tem na Câmara Federal, sendo considerado, no caso de coligação para eleições majoritárias, o resultado da soma do número de representantes dos seis maiores partidos que a integrem. Por conta disso, o deputado estadual Wagner Sousa (PR) se antecipou aos demais colegas e conseguiu os apoios de PMDB, PSDB e Solidariedade – as siglas tucana e peemedebista são duas das maiores bancadas do Legislativo Federal.

 

O postulante estima que terá cerca de 35% do tempo de rádio e TV, podendo, inclusive, obter o apoio de outras legendas com representação na Câmara Federal e, com isso, aumentar ainda mais o tempo para apresentação de suas propostas. O pré-candidato acredita que poderá até ultrapassar o tempo que o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, terá. Acontece que o atual gestor da capital cearense tem o maior número de legendas o apoiando, dentre elas agremiações com forte representação no cenário nacional, como PP, PDT, PTB e PPS. O prefeito ainda pode contar com o tempo do DEM, pois aguarda a confirmação oficial do apoio do partido, que é representado no Ceará pelo deputado federal Moroni Torgan.

 

No entanto, mesmo com o maior número de partidos apoiando Roberto Cláudio, o tempo de televisão contará apenas para os seis que tenham maior representação na Câmara dos Deputados. “Esse tempo que teremos nos dará a possibilidade de mostrar a realidade de Fortaleza, de mostrar que o que está sendo apresentado por aí é fantasia. Nossa ideia é apresentar uma plataforma propositiva para Segurança, Saúde, Educação e Mobilidade Urbana. Vamos ter tempo para fazer contraponto”, disse Wagner Sousa.

 

De acordo com ele, além dos partidos já confirmados, outros dois estão com apoio em negociação. “Isso é muito bom, porque vamos ter tempo para quebrar qualquer preconceito que a população possa ter sobre nossa atuação”, ressaltou.

O presidente do Partido dos Trabalhadores em Fortaleza, Elmano de Freitas, disse que o PT terá algo em torno de 1 minuto e 30 segundos ou 15% do tempo de propaganda eleitoral. Segundo ele, a campanha será muito curta, o que fará valer, então, o trabalho dos militantes, bem como o nome apresentado pelo grêmio à disputa. “Vai ser uma disputa muito parelha para o segundo turno, e temos chances reais de colocar o que queremos para que o povo nos dê votos com vistas ao segundo turno”.

O primeiro turno, segundo o parlamentar, será propício para apresentar a história da gestão passada de Luizianne Lins. O tempo que o partido terá agora, em 2016, é semelhante ao que tinha em 2004, quando a atual deputada federal também disputou – e venceu – a Prefeitura de Fortaleza. “O povo está mais apegado à mensagem do que ao tempo em que ela foi transmitida. Mas é evidente que o tempo é importante, isso nós não vamos negar. Por ser um programa diário, acho que é possível apresentar ao povo de Fortaleza o que pretendemos”, opinou.

 

Com o apoio da Rede Sustentabilidade, pouca coisa mudará para a candidatura do deputado estadual Heitor Férrer, do PSB. Segundo ele, o tempo de propaganda será diminuto, mas o mais importante será ter no palanque eleitoral a ex-senadora e presidente nacional da Rede, Marina Silva.

 

“O que nos acrescenta na Rede é termos ao nosso lado um partido cujo dirigente é um rio de água limpa no mar de lama que é o Brasil. Queremos fazer um programa enxuto, sem ficção e sem enganação, para que o povo possa saber o que podemos dar, cuidando do simples, da Saúde Básica”, citou.

Heitor Férrer, que é presidente o PSB em Fortaleza, reconheceu que Wagner Sousa foi mais habilidoso e conseguiu arrecadar para si bons apoios partidários que vão fortalecer o tempo de rádio e televisão.

 

Já o PSOL se sente muito prejudicado com as mudanças eleitorais ocorridas, tanto que, além de ficar de fora dos debates políticos, também terá somente 10 segundos para apresentar suas propostas de campanha no rádio e na televisão.

 

O PRB, segundo informou o presidente do partido e pré-candidato pela sigla, Ronaldo Martins, deve ficar com algo em torno de 38 segundos, podendo chegar, dependendo do tempo comum (que é calculado pela quantidade de candidaturas registradas) a até 50 segundos. O partido contará apenas com o tempo próprio, conquistado com o resultado da última eleição pelo número de deputados federais que elegeu, inclusive ele.

Fonte: Diário do Nordeste.

 

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