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22 jul Pré-candidatos planejam campanhas no recesso

Os candidatos que possuem mandato nos legislativos municipal e estadual irão aproveitar o recesso parlamentar na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa para organizar e estruturar a campanha, já que as ações nas ruas e eventos públicos devem começar a partir de agosto.

No legislativo estadual a última sessão do semestre foi realizada na quarta-feira (20) com a votação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2017. O retorno dos deputados está previsto para o dia 2 de agosto. Já os vereadores de Fortaleza entraram no recesso no último dia 7 de julho, quando começaram a se dedicar integralmente à pré-campanha e ao período de convenções, iniciado em 20 de julho. Os trabalhos na Câmara Municipal recomeçam no dia 1º de agosto, com uma solenidade de abertura do segundo semestre legislativo.

“Este período do recesso é importante, já que nos libera do compromisso parlamentar e proporciona organizar as atividades e ações para a campanha eleitoral, as ações e atividades nas ruas começam em agosto, então, temos que preparar tudo com cuidado”, afirmou o vice-presidente da AL, deputado Tin Gomes (PHS), que vai concorrer à chefia da Prefeitura de Fortaleza.
Ele ainda adiantou que os deputados utilizam esse tempo para fazer constantes visitas às cidades do Interior, já que antes as reuniões estavam mais concentradas nos finais de semana. “Geralmente, aproveitamos para dar uma geral nas bases, para checar in loco as demandas. No recesso é melhor porque o tempo livre nos ajuda a aquecer essas visitas”, apontou ele, citando que o PHS terá, pelo menos, 30 candidatos a prefeito e 20 a vice, além de 100 postulantes ao Legislativo, em diferentes municípios no interior cearense.

O deputado Audic Mota (PMDB) destacou que este “tempo livre” serve para definir as estratégias eleitorais, para “largada” na campanha, que acontece no começo do mês que vem. “Recesso naturalmente é o período aonde os deputados visitam com mais tranquilidade suas bases. Em ano eleitoral, não é só um recesso. É um trabalho político que nós somos liberados a fazer com maior tranquilidade. Na prática, é isso. Eu vou visitar meus colégios eleitorais. Inclusive, já venho fazendo isso nos finais de semana”, salientou Audic, lembrando que em seu domicílio eleitoral, o município de Tauá, ainda está em discussão o “processo de registrar ou não mais de uma candidatura. Isso ainda demanda negociação”.

O peemedebista ressaltou ainda que, a partir de agora, a Assembleia irá “respirar” campanha e eleição, até porque serão apenas 45 das campanha, conforme a nova legislação eleitoral.

Em plenário
Os deputados acreditam, porém, que os trabalhos legislativos vão acontecer normalmente, este ano, “dentro da normalidade, sem maiores atropelos”. Pelo menos, é o que vislumbra o vice-líder do Governo, Júlio Cesar Filho (PMB), pré-candidato à Prefeitura de Maracanaú. Ele, entretanto, sabe que haverá ausências, até porque alguns deputados serão candidatos, mas lembra que o Regimento Interno já versa sobre o assunto. Inclusive, a Casa deve adotar comportamento semelhante ao já ocorrido em anos anteriores adotando o chamado “recesso branco”.
Em 2014, os deputados estaduais cearenses tiveram apenas uma sessão plenária semanal durante o chamado “recesso branco” das eleições. Os parlamentares só davam expediente na Assembleia às terças-feiras. Com o tempo mais curto de campanha na eleição de 2016, os parlamentares devem adotar a mesma estratégia.

Câmara Municipal
O vereador Evaldo Lima (PCdoB), que será candidato à reeleição, definiu este momento como de “organização”, para que sejam realizados os compromissos-, assim como o preparo para ações durante toda campanha.
O presidente da Câmara de Fortaleza, vereador Salmito Filho (PDT), afirmou que os parlamentares já se reuniram anteriormente para tratar de alguns pontos, dentre eles o andamento da Casa durante a disputa eleitoral. “Vamos ter matérias importantes, como a revisão da Lei Orgânica, a Lei de Uso e Ocupação do Solo. Firmamos um compromisso de manter as reuniões ordinárias, as audiências públicas, mesmo no período eleitoral, até mesmo porque é o dever e responsabilidade de cada vereador desta casa”, afirmou ele, ao falar do segundo semestre legislativo.

Fonte: O Estado.

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